segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como se dá o Processo de Tomarmos Decisões



Imagine que você esta fazendo um experimento onde você tem 10 salas grandes completamente vazias.  Dentro de cada sala, no centro dela, você coloca um conjunto de bolinhas de golfe formando um circulo, é importante que seja o mesmo numero de bolinhas em cada sala. As salas também são idênticas e as bolinhas também. Agora pegaremos uma bola maior e arremessaremos contra os conjuntos de bolas, mas em cada sala arremessaremos de um ângulo diferente.
O que se dará no final é que em cada sala as bolas pararão em posições diferentes. Isso ilustra bem como se da o comportamento humano. O que diferencia como cada pessoa  age diante de uma situação X é como á vida arremessou nela as várias frustrações ou alegrias que ela teve até o presente momento. É como se fosse um ciclo baseado em aleatoriedade. Suponhamos que dois meninos nascem gêmeos idênticos, são criados iguais, estudam juntos, tem os mesmos amigos e até chegam a ficarem com as mesmas meninas. Mesmo assim as várias experiências que tiveram em comum foram experimentadas de forma completamente diferente. Pode ter sido do que uma situação inicial ajudou a determinar uma situação, e essa outra, e essa mais outra e assim sucessivamente, até que os dois experimentaram sensações completamente diferentes.
Nós agimos de uma determinada forma a uma situação X conforme a aprendizagem que temos de situações anteriores, mesmo que elas tenham nada haver com essa experiência atual.  Somos determinados no presente pelo que aprendemos consciente ou inconscientemente no passado.
Ai onde está o segredo de uma boa formação de um filho. Se quisermos que ele seja alguém sábio e equilibrado devemos fazer com que ele passe por experiências recompensadoras. Note primeiro que um ser ter equilíbrio e ser possuidor de sabedoria  não quer dizer que se adéqüe ao que a sociedade exige dele, significa sim, que tem autonomia de decidir usando bom senso o que ele quer absorver da sociedade e o que é supérfluo. Outra coisa que devemos estar atentos é no tocante as experiências recompensadoras citadas acima, a palavra usada é recompensadora e não feliz. Não se pode fazer com a criança tenha tudo que pede ou lhe seja feita todas as vontades porque ela crescera vendo somente o lado bom da vida e não saberá agir com sabedoria quando surgir uma situação ruim. As experiências a que vamos submetê-las tem que ter um fundo moral, e para isso às vezes essas experiências não vão ser muito agradáveis para a criança.  Podemos descrever essas experiências recompensadoras como: “Situações onde se aprende a equilibrar seu eu interior conforme ou apesar de situações exteriores.”
Não se pode ter certeza ainda se a personalidade nasce conosco ou a adquirimos, mas podemos ter certeza que maior parte das decisões que tomamos não são pré-destinadas ou casuais, elas são determinadas por nós conforme o que a vida e o mundo nos deram como aprendizagem de situações vividas. Mas isso não significa que estamos presos nesse ciclo.  É ai onde entra a tão famosa frase: “ conhece-te a ti mesmo.”


VH

Nenhum comentário:

Postar um comentário